Longa é a hora que cedo ou tarde torna onde há muito transborda qualquer coisa de solidão...
Os pássaros partiram para outras paragens...
Migraram para onde a hora nunca retorna.
As paredes ruiram, as dobradiças encarquilharam, não sobrou nada...
O soalho aprodreceu e em tudo e quanto lá nasceu pereceu...
As teias de aranha rodearam o velho casario, as pequenas ternuras debandaram ao som de uma qualquer romaria de outras paragens, outros tempos...
Isto tudo era eu a deambular-me.
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